do New York Times
O cérebro de uma abelha tem 1 milhão de neurônios, em comparação aos 100 bilhões do cérebro humano. Porém, como relatam pesquisadores, as abelhas são capazes de reconhecer rostos, e elas podem o fazer da mesma forma que nós.
Abelhas e humanos usam uma técnica chamada processamento configural, a junção de componentes de um rosto --olhos, orelhas, nariz e boca-- para formar um padrão reconhecível, como relata uma equipe de pesquisadores na edição de 15 de fevereiro do "The Journal of Experimental Biology".
"É como se fosse uma colagem", disse Martin Giurfa, professor de biologia neural da Universidade de Toulouse, na França, e um dos autores do estudo.
É a mesma habilidade, segundo Giurfa, que ajuda os humanos a perceber que uma pagoda chinesa e um chalé suíço são ambos moradias, com base em seus componentes.
"Conhecemos duas linhas verticais, com um teto como de cabana", disse ele. "É uma casa."
Em sua pesquisa, Giurfa e colegas criaram uma exibição de imagens desenhadas à mão, algumas eram rostos, outras não.
Os rostos tinham potes de água açucarada na frente, enquanto os desenhos que não representavam rostos foram colocados por trás de potes contendo água pura. Depois de algumas viagens frustradas aos potes de água sem açúcar, as abelhas passaram a voltar continuamente aos potes de água açucarada na frente dos rostos, descobriram os cientistas.
As imagens e os potes foram limpos após cada visita das abelhas, para garantir que elas estavam usando sinais visuais para encontrar o açúcar, e não deixando marcas de cheiro.
Os pesquisadores descobriram que as abelhas também eram capazes de distinguir um rosto que oferecia água açucarada de um que não fornecia.
Após muitas horas de treinamento, as abelhas escolheram os rostos certos em aproximadamente 75% das vezes, disse Adrian Dyer, outro autor do estudo e cientista da visão da Monash University, na Austrália.
Aeroportos
Os pesquisadores afirmaram que, embora eles fossem biólogos e não cientistas da computação, eles esperam que seu trabalho possa ser mais amplamente usado, incluindo por especialistas em reconhecimento facial. "Se alguém achar interessante e isso melhorar a segurança nos aeroportos, isso é ótimo", disse Dyer. "Os mecanismos potenciais podem se tornar disponíveis para a comunidade de reconhecimento facial em geral."
Girufa afirmou que o beneficio de estudar uma criatura tão simples quanto a abelha estava em saber que não é necessária uma rede neural complexa para distinguir objetos. Isso traz esperanças a tecnologistas, disse ele.
"Podemos imaginar que, através da exposição repetida, podemos treinar máquinas para extrair uma configuração e saber se 'isso é uma moto' ou não, se 'isso é um cachorro' ou não", disse ele.
Porém, embora a pesquisa com abelhas seja interessante, isso não ajuda no problema mais difícil enfrentado por tecnologistas, afirmou David Forsyth, professor de ciência da computação da Universidade de Illinois, cuja pesquisa foca em visão de computador.
O problema desafiador é construir sistemas capazes de reconhecer as mesmas pessoas num período de tempo, disse David Forsyth, depois que seu cabelo cresceu, ou quando elas estiverem usando óculos de sol, ou depois de envelhecerem. Todas essas são tarefas que os humanos podem facilmente desempenhar, mas que os computadores têm dificuldades em replicar.
"Duvido muito que as abelhas possam fazer essa distinção", disse Forsyth, acrescentando: "Se as abelhas conseguissem, eu cairia da cadeira".
No entanto, disse ele, é importante acrescentar ao corpo de pesquisa sobre reconhecimento facial estudos com animais.
Embora computadores tenham se tornado muito capazes em detectar rostos, o reconhecimento facial confiável realizado por máquinas continua sendo algo elusivo.
"Não sabemos quase nada sobre reconhecimento, mas é muito útil, apesar de difícil, e isso nos ajuda a tomar decisões sobre o mundo", disse Forsyth. "Pesquisas sobre qualquer aspecto da identificação e reconhecimento de rostos parecem ser algo bom."
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Davos, bancos e o FSM
Onde já se viu ajudar pobre com Bolsa-Família! Todo mundo sabe que isso é coisa de país europeu atrasado: França, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Noruega, enfim. Só quem merece apoio estatal é banco privado. No Brasil, os bancos recusam-se a pagar PIS e Cofins. Devem R$ 10 bilhões ao Estado. O Itaú, depois de muita briga, pagou R$ 1 bilhão de PIS e Cofins atrasados. Não é justo que bancos tenham de pagar esses impostos.
Afinal, alegam que não são prestadores de serviço nem operadores comerciais. Uau! Está na coluna do Elio Gaspari de ontem. Qualquer pessoa de bom-senso sabe que um banco privado é uma instituição filantrópica sem interesse comercial nem fins lucrativos. Existe para servir. Nada mais. Eu tenho uma opinião clara sobre o assunto: só microempresas e empresinhas de fundo de quintal devem pagar PIS e Cofins.
É o que eu sempre digo: o Estado não deve desperdiçar dinheiro com setores sociais improdutivos. Só deve receber subsídio quem é autossuntentável. Salvo o agronegócio. Ficamos assim: bancos não devem pagar PIS e Cofins. O Estado deve cobrir os prejuízos do agronegócio.
Se o Fórum Social Mundial fosse realmente moderno defenderia essas medidas socialistas de redistribuição de renda. Davos faz isso. Os líderes empresariais que lá estão, ainda se curando do mico que pagaram no ano retrasado com a crise financeira internacional, já saíram atirando: acham injusto ter de pagar o Estado pelo apoio que receberam para sair do atoleiro e não querem saber de regulamentação. Temem que isso atrapalhe os bons negócios e prejudique a retomada. Acham que estou mentindo, não é mesmo? Está nos grandes jornais americanos e europeus.
A agência Reuter resumiu assim a situação: "Obama sacudiu os mercados na semana passada com propostas de fazer os bancos comerciais cortarem ligações com hedge funds e fundos de private equity e pararem com algumas operações de tesouraria ("proprietary trading"), além de pagarem pelo auxílio governamental recebido durante a crise". Essa última parte foi chamada de "populismo". Nos últimos dez anos, o Fórum Social Mundial vem denunciando essas operações de redistribuição de renda em favor da turma dos camarotes.
Um encontro que antecipa o futuro só pode ser chamado por seus adversários de anacrônico. Em Davos, em clima de "vamos reconstruir", a estratégia é culpar o Estado pela crise passada do setor privado, acusando-o de ter falhado na regulamentação, e adverti-lo para não provocar nova crise criando a regulamentação que faltou em 2008. Entenderam? A culpa é sempre do Estado.
Os presidentes do Goldman Sachs e do JPMorgan, aqueles que viviam nos assustando com o risco Brasil e que foram os primeiros a afundar, não estarão em Davos neste ano. Precisaram apertar os cintos. Já foram de jatinho particular pedir ajuda estatal. Não é de duvidar que venham a Porto Alegre.
É que agora eles são adeptos do Estado máximo. Por pouco tempo. O tempo suficiente para reaprenderem o mantra: só o Estado mínimo salva.
JUREMIR MACHADO DA SILVA - Correio do Povo, 28/01/2010.
Afinal, alegam que não são prestadores de serviço nem operadores comerciais. Uau! Está na coluna do Elio Gaspari de ontem. Qualquer pessoa de bom-senso sabe que um banco privado é uma instituição filantrópica sem interesse comercial nem fins lucrativos. Existe para servir. Nada mais. Eu tenho uma opinião clara sobre o assunto: só microempresas e empresinhas de fundo de quintal devem pagar PIS e Cofins.
É o que eu sempre digo: o Estado não deve desperdiçar dinheiro com setores sociais improdutivos. Só deve receber subsídio quem é autossuntentável. Salvo o agronegócio. Ficamos assim: bancos não devem pagar PIS e Cofins. O Estado deve cobrir os prejuízos do agronegócio.
Se o Fórum Social Mundial fosse realmente moderno defenderia essas medidas socialistas de redistribuição de renda. Davos faz isso. Os líderes empresariais que lá estão, ainda se curando do mico que pagaram no ano retrasado com a crise financeira internacional, já saíram atirando: acham injusto ter de pagar o Estado pelo apoio que receberam para sair do atoleiro e não querem saber de regulamentação. Temem que isso atrapalhe os bons negócios e prejudique a retomada. Acham que estou mentindo, não é mesmo? Está nos grandes jornais americanos e europeus.
A agência Reuter resumiu assim a situação: "Obama sacudiu os mercados na semana passada com propostas de fazer os bancos comerciais cortarem ligações com hedge funds e fundos de private equity e pararem com algumas operações de tesouraria ("proprietary trading"), além de pagarem pelo auxílio governamental recebido durante a crise". Essa última parte foi chamada de "populismo". Nos últimos dez anos, o Fórum Social Mundial vem denunciando essas operações de redistribuição de renda em favor da turma dos camarotes.
Um encontro que antecipa o futuro só pode ser chamado por seus adversários de anacrônico. Em Davos, em clima de "vamos reconstruir", a estratégia é culpar o Estado pela crise passada do setor privado, acusando-o de ter falhado na regulamentação, e adverti-lo para não provocar nova crise criando a regulamentação que faltou em 2008. Entenderam? A culpa é sempre do Estado.
Os presidentes do Goldman Sachs e do JPMorgan, aqueles que viviam nos assustando com o risco Brasil e que foram os primeiros a afundar, não estarão em Davos neste ano. Precisaram apertar os cintos. Já foram de jatinho particular pedir ajuda estatal. Não é de duvidar que venham a Porto Alegre.
É que agora eles são adeptos do Estado máximo. Por pouco tempo. O tempo suficiente para reaprenderem o mantra: só o Estado mínimo salva.
JUREMIR MACHADO DA SILVA - Correio do Povo, 28/01/2010.
2010 - O ANO MAIS QUENTE
O escritório de Meteorologia do Reino Unido anunciou em dezembro que 2010 deverá ser o ano mais quente desde o início das medições, há 160 anos.Segundo os cientistas, a temperatura média da superfície da terra será de 14,58° - 0,58° acima da média do período 1961 - 1990(14°).
Assim, 2010 superaria 1998, cuja temperatura média foi de 14,52°.
O aumento é atribuído à combinação do aquecimento global com o fenômeno El Nino - aquecimento periódico das águas tropicais do leste do Pacífico.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
BBB
Quando acontece um desastre natural, como no Haiti, é maravilhoso ver a solidariedade de nosso povo. Se tivesse condições de saúde, me alistaria com muita disposição para ajudar o pobre povo do Haiti. Que tal a turma do BBB ser enviada para ajudar o povo do Haiti? Aí mostrariam de verdade que são irmãos.
Inácio Gebert, Lages (SC) – Jornal Correio do Povo 19/01/2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Você sabia que a PL-154 está Derrubando as Leis do Código Estadual do Meio Ambiente?
Neste momento de desequilíbrio climático e planetário, a Legislação Ambiental do Rio Grande do Sul sofre uma agressão sem precedentes.
Falamos do Projeto de Lei e Estadual nº 154, que tramita em nossa Assembléia Legislativa que tem como proponente o setor agrícola do estado com objetivo de expandir a área plantada, com o sacrifício do que ainda resta de cobertura vegetal e atropelando qualquer tentativa de agricultura sustentável.
Pedimos que você assine e que lute conosco, pois a única arma da sociedade é assinando este abaixo-assinado, mandando e-mails contra este projeto de lei para os deputados, e através do voto, pois em 2010 será um ano de eleições e estes deputados a favor da 154 não merecem continuar em seus cargos.
O que a PL 154 quer fazer?
1. Termina com Sete (07) Leis Ambientais.
2. Reduz as Áreas de Preservação Permanente.
3. Termina com as Áreas de Reserva Legal (para Controle do Desmatamento)
4. Retira 13 artigos que OBRIGAM O ESTADO A PRESTAR CONTAS sobre as condições ambientais para a população.
5. Retira diversos conceitos importantes como: Animais Silvestres, Estudo de Impacto Ambiental (EIA RIMA).
6. Permite que Estímulos e Incentivos Financeiros sejam dados a Municípios que não executam a Legislação Ambiental.
7. O Estudo Prévio de Impacto Ambiental não deverá mais ser divulgado.
8. Reduz consideravelmente o valor das multas.
9. Fauna Silvestre: extingue o artigo que protege a vida da fauna silvestre.
10. Recursos Hídricos (Água): altera a presidência deste conselho do Secretário do Meio Ambiente para o Secretário Estadual de Planejamento Territorial e Obras (que não existe).
11. Sistema de Proteção Ambiental: retira do Consema ( Conselho Estadual do Meio Ambiente) e das entidades representativas da sociedade civil (ONGS ambientais) a responsabilidade de estabelecer critérios de controle sobre a qualidade do meio ambiente natural.
12. Retira o poder de polícia do Batalhão Ambiental da Brigada Militar.
Sabemos que falamos a alguém consciente do risco que a ambição desmedida de poucos impõe à qualidade de vida de todos, e que conhece a importância da preservação da qualidade ambiental.
AGAPAN - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural.
A vida sempre em primeiro lugar!!
Site: WWW.agapan.org.br
Falamos do Projeto de Lei e Estadual nº 154, que tramita em nossa Assembléia Legislativa que tem como proponente o setor agrícola do estado com objetivo de expandir a área plantada, com o sacrifício do que ainda resta de cobertura vegetal e atropelando qualquer tentativa de agricultura sustentável.
Pedimos que você assine e que lute conosco, pois a única arma da sociedade é assinando este abaixo-assinado, mandando e-mails contra este projeto de lei para os deputados, e através do voto, pois em 2010 será um ano de eleições e estes deputados a favor da 154 não merecem continuar em seus cargos.
O que a PL 154 quer fazer?
1. Termina com Sete (07) Leis Ambientais.
2. Reduz as Áreas de Preservação Permanente.
3. Termina com as Áreas de Reserva Legal (para Controle do Desmatamento)
4. Retira 13 artigos que OBRIGAM O ESTADO A PRESTAR CONTAS sobre as condições ambientais para a população.
5. Retira diversos conceitos importantes como: Animais Silvestres, Estudo de Impacto Ambiental (EIA RIMA).
6. Permite que Estímulos e Incentivos Financeiros sejam dados a Municípios que não executam a Legislação Ambiental.
7. O Estudo Prévio de Impacto Ambiental não deverá mais ser divulgado.
8. Reduz consideravelmente o valor das multas.
9. Fauna Silvestre: extingue o artigo que protege a vida da fauna silvestre.
10. Recursos Hídricos (Água): altera a presidência deste conselho do Secretário do Meio Ambiente para o Secretário Estadual de Planejamento Territorial e Obras (que não existe).
11. Sistema de Proteção Ambiental: retira do Consema ( Conselho Estadual do Meio Ambiente) e das entidades representativas da sociedade civil (ONGS ambientais) a responsabilidade de estabelecer critérios de controle sobre a qualidade do meio ambiente natural.
12. Retira o poder de polícia do Batalhão Ambiental da Brigada Militar.
Sabemos que falamos a alguém consciente do risco que a ambição desmedida de poucos impõe à qualidade de vida de todos, e que conhece a importância da preservação da qualidade ambiental.
AGAPAN - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural.
A vida sempre em primeiro lugar!!
Site: WWW.agapan.org.br
11 JANEIRO - DIA DO CONTROLE DA POLUIÇÃO POR AGROTÓXICOS
No calendário civil, 11 de janeiro é dedicado ao Controle da Poluição por Agrotóxicos
“Não há motivo para comemorar o controle da poluição por agrotóxicos, mas sim para refletir sobre o uso indiscriminado. É preciso saber se o agrotóxico é necessário, se o benefício que ele traz compensa os impactos que causa”
A utilização, na agricultura, de produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, conhecidos como pesticidas, praguicidas, formicidas, herbicidas, fungicidas, ou agrotóxicos, inicia-se na década de 20. Durante a 2ª Guerra Mundial, são utilizados como arma química. No Brasil, são utilizados em programas de saúde pública, combate e controle de parasitas.
No Brasil, a desagradável cultura da utilização intensiva de agrotóxicos adveio do famigerado Plano Nacional de Desenvolvimento, de 1975, que forçava os agricultores a compara os venenos através do crédito rural, na medida em que instituía a inclusão de uma cota de agrotóxicos para cada financiamento.
É possível conceber uma agricultura que utilize cada vez menos agrotóxicos? A indústria tende a responder negativamente a esta questão insistindo na idéia de que seus produtos serão cada vez mais seguros e que os problemas resultantes de sua aplicação resolvem-se com a elevação do nível técnico e educacional dos próprios agricultores.
O Brasil atingiu recentemente uma liderança da qual não podemos nos orgulhar. Somos o país que mais consome agrotóxicos no planeta. A “conquista” não pode ser ignorada, como se dela não fizéssemos parte. Se por um lado existe a enorme pressão comercial das empresas produtoras de agrotóxicos, que sem qualquer compromisso com o meio ambiente e com a saúde da população visam apenas o aumento dos lucros, por outro existe todo um contexto que permitiu chegarmos a essa liderança. Faz parte desse contexto, a opção por um modelo de desenvolvimento agrícola em que a intensificação tecnológica gradativamente expulsa a agricultura familiar, e tem sido causa de degradação dos recursos naturais e de exclusão social.
Nesse cenário, o aumento do uso dos agroquímicos tem provocado a contaminação ambiental, com prejuízos para a saúde de agricultores e de consumidores. Hoje, existe um relativo consenso de que é necessário mudar para um formato tecnológico que proporcione condições de sustentabilidade à agricultura. Isso requer, além do fortalecimento de políticas públicas de apoio a uma agricultura menos impactante, a geração de tecnologias que contribuam não só para o aumento da rentabilidade, mas também para a superação de problemas ambientais.
A situação brasileira chama atenção, não só pelo impressionante aumento no consumo de agrotóxicos nos últimos anos, mas, sobretudo pela completa falência do sistema público de controle posto em execução a partir dos anos 1980. O instrumento de controle do uso de agrotóxicos no País, o Receituário Agronômico, este completamente falido, o que contribui para que hoje o Brasil tenha se habituado a celebrar anualmente o aumento das vendas de agrotóxicos como sinal de progresso e condição indispensável para o aumento das safras. O que está em jogo aí, muito mais que a contra partida ao aumento da produção agropecuária, é um sistema de cuja agenda desapareceu inteiramente a meta de reduzir associação corrente entre comida e veneno.
O pulverizador costal, equipamento de aplicação que representa maior potencial de exposição, é utilizado em 70% dos estabelecimentos que usam algum tipo de agrotóxico. Pelo menos 20% dos estabelecimentos que usam agrotóxicos, não utilizam EPI (equipamento de proteção individual), mesmo quando os produtores respondem que usam EPI para a aplicação dos agrotóxicos, muitas vezes eles se resumem a luvas e botas.
O uso de agrotóxicos ocorre sem assistência técnica ou auxílio de equipamentos adequados de proteção em grande parte dos estabelecimentos agrícolas.
Estudos relacionados aos impactos do manuseio dos agrotóxicos por trabalhadores indicam que mesmo com a utilização dos EPIs, a aplicação não é segura. Além do EPI, há uma série de outras exigências que qualificam aquilo que se chama de “uso seguro dos agrotóxicos”. Um dos pré-requisitos é o respeito ao que se chama de “período de carência”, após a aplicação do veneno, quando ninguém pode ingressar na área.
Também a segurança dos EPIs é muito relativa, eles são muito desconfortáveis e quando muito baratos, mal acabados, incomodam. Outro problema recorrente é a absorção dos agrotóxicos pela pele: “O uniforme fica encharcado de agrotóxicos. E, em vez de ser lavado pela empresa, é levado para a casa do trabalhador e lavado junto com a roupa da família, como acontece muitas vezes, assim à família corre grandes riscos de ficar contaminada”.
No caso da saúde dos trabalhadores, os riscos variam de acordo com tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Assim, os efeitos podem ser agudos ou crônicos. O principal efeito agudo são intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos. “Dependendo do tempo de exposição, pode haver uma intoxicação aguda completamente reversível, mas também pode haver efeitos subagudos que deixarão lesões neurológicas periféricas que podem comprometer tanto a parte da sensibilidade quanto a parte motora”.
Os efeitos crônicos são mais difíceis de identificar porque podem ser atribuídos a outros quadros clínicos, “mas vão desde infertilidade masculina, má formação congênita, abortamento precoce, recém-nascidos com baixo peso, cânceres especialmente os linfomas, leucemias, doenças hepáticas crônicas, alterações do sistema imunológico, possibilidade de mutagênese que é a indução de mudanças genéticas que vão resultar em processos de cânceres ou em filhos com má formação congênita, problemas de pele e respiratórios, até praticamente todas as doenças neurológicas, tanto centrais quanto periféricas.
O que mais preocupa é que à ausência de controle público sobre o tema corresponde uma escassez impressionante de informações sobre o grau das contaminações por agrotóxicos.
É a própria noção da eficiência da agricultura que deve ser colocada em questão diante destes dados. A continuidade do processo de abertura da fronteira agrícola e o emprego em escala tão impressionante dos agrotóxicos sinalizam custos que não fazem parte do preço dos produtos. É uma forma perversa de competitividade diante da qual os principais atores em torno do tema, a começar pelos técnicos capacitados e habilitados para tal, estejam eles na extensão oficial ou não, têm manifestado preocupante indiferença.
o cerne da questão dos agrotóxicos está o paradigma de que a praga é um inimigo que precisa ser destruído, eliminado. Na verdade, a praga é um indicador biológico. Se há praga é porque alguma coisa está errada. A agricultura biológica, com a sua proposta holística, leva em consideração aspectos fundamentais como a saúde do solo, a rotação de cultivos, consorciações, o que contribui para uma boa nutrição da plantas. Assim, ela fortalecida não favorece o crescimento das pragas.
A meta é continuarmos alertando sobre os danos, dando orientações gerais de segurança. Como prevenir acidentes, a vestimenta e equipamentos de segurança adequados, o que fazer em caso de intoxicação, os efeitos tóxicos, etc.
“As contaminações por agrotóxicos são muito freqüentes e provocam, no mais das vezes, seqüelas no ser humano. Têm sido observados e relatados casos agudos de intoxicação, com lesões das mais diversas, distúrbios hormonais, danos ao aparelho reprodutor e mortes na lavoura”.
Julio Cesar Rech Anhaia – Engº Agrº
Janeiro de 2010 - Alegrete/RS
“Não há motivo para comemorar o controle da poluição por agrotóxicos, mas sim para refletir sobre o uso indiscriminado. É preciso saber se o agrotóxico é necessário, se o benefício que ele traz compensa os impactos que causa”
A utilização, na agricultura, de produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, conhecidos como pesticidas, praguicidas, formicidas, herbicidas, fungicidas, ou agrotóxicos, inicia-se na década de 20. Durante a 2ª Guerra Mundial, são utilizados como arma química. No Brasil, são utilizados em programas de saúde pública, combate e controle de parasitas.
No Brasil, a desagradável cultura da utilização intensiva de agrotóxicos adveio do famigerado Plano Nacional de Desenvolvimento, de 1975, que forçava os agricultores a compara os venenos através do crédito rural, na medida em que instituía a inclusão de uma cota de agrotóxicos para cada financiamento.
É possível conceber uma agricultura que utilize cada vez menos agrotóxicos? A indústria tende a responder negativamente a esta questão insistindo na idéia de que seus produtos serão cada vez mais seguros e que os problemas resultantes de sua aplicação resolvem-se com a elevação do nível técnico e educacional dos próprios agricultores.
O Brasil atingiu recentemente uma liderança da qual não podemos nos orgulhar. Somos o país que mais consome agrotóxicos no planeta. A “conquista” não pode ser ignorada, como se dela não fizéssemos parte. Se por um lado existe a enorme pressão comercial das empresas produtoras de agrotóxicos, que sem qualquer compromisso com o meio ambiente e com a saúde da população visam apenas o aumento dos lucros, por outro existe todo um contexto que permitiu chegarmos a essa liderança. Faz parte desse contexto, a opção por um modelo de desenvolvimento agrícola em que a intensificação tecnológica gradativamente expulsa a agricultura familiar, e tem sido causa de degradação dos recursos naturais e de exclusão social.
Nesse cenário, o aumento do uso dos agroquímicos tem provocado a contaminação ambiental, com prejuízos para a saúde de agricultores e de consumidores. Hoje, existe um relativo consenso de que é necessário mudar para um formato tecnológico que proporcione condições de sustentabilidade à agricultura. Isso requer, além do fortalecimento de políticas públicas de apoio a uma agricultura menos impactante, a geração de tecnologias que contribuam não só para o aumento da rentabilidade, mas também para a superação de problemas ambientais.
A situação brasileira chama atenção, não só pelo impressionante aumento no consumo de agrotóxicos nos últimos anos, mas, sobretudo pela completa falência do sistema público de controle posto em execução a partir dos anos 1980. O instrumento de controle do uso de agrotóxicos no País, o Receituário Agronômico, este completamente falido, o que contribui para que hoje o Brasil tenha se habituado a celebrar anualmente o aumento das vendas de agrotóxicos como sinal de progresso e condição indispensável para o aumento das safras. O que está em jogo aí, muito mais que a contra partida ao aumento da produção agropecuária, é um sistema de cuja agenda desapareceu inteiramente a meta de reduzir associação corrente entre comida e veneno.
O pulverizador costal, equipamento de aplicação que representa maior potencial de exposição, é utilizado em 70% dos estabelecimentos que usam algum tipo de agrotóxico. Pelo menos 20% dos estabelecimentos que usam agrotóxicos, não utilizam EPI (equipamento de proteção individual), mesmo quando os produtores respondem que usam EPI para a aplicação dos agrotóxicos, muitas vezes eles se resumem a luvas e botas.
O uso de agrotóxicos ocorre sem assistência técnica ou auxílio de equipamentos adequados de proteção em grande parte dos estabelecimentos agrícolas.
Estudos relacionados aos impactos do manuseio dos agrotóxicos por trabalhadores indicam que mesmo com a utilização dos EPIs, a aplicação não é segura. Além do EPI, há uma série de outras exigências que qualificam aquilo que se chama de “uso seguro dos agrotóxicos”. Um dos pré-requisitos é o respeito ao que se chama de “período de carência”, após a aplicação do veneno, quando ninguém pode ingressar na área.
Também a segurança dos EPIs é muito relativa, eles são muito desconfortáveis e quando muito baratos, mal acabados, incomodam. Outro problema recorrente é a absorção dos agrotóxicos pela pele: “O uniforme fica encharcado de agrotóxicos. E, em vez de ser lavado pela empresa, é levado para a casa do trabalhador e lavado junto com a roupa da família, como acontece muitas vezes, assim à família corre grandes riscos de ficar contaminada”.
No caso da saúde dos trabalhadores, os riscos variam de acordo com tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Assim, os efeitos podem ser agudos ou crônicos. O principal efeito agudo são intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos. “Dependendo do tempo de exposição, pode haver uma intoxicação aguda completamente reversível, mas também pode haver efeitos subagudos que deixarão lesões neurológicas periféricas que podem comprometer tanto a parte da sensibilidade quanto a parte motora”.
Os efeitos crônicos são mais difíceis de identificar porque podem ser atribuídos a outros quadros clínicos, “mas vão desde infertilidade masculina, má formação congênita, abortamento precoce, recém-nascidos com baixo peso, cânceres especialmente os linfomas, leucemias, doenças hepáticas crônicas, alterações do sistema imunológico, possibilidade de mutagênese que é a indução de mudanças genéticas que vão resultar em processos de cânceres ou em filhos com má formação congênita, problemas de pele e respiratórios, até praticamente todas as doenças neurológicas, tanto centrais quanto periféricas.
O que mais preocupa é que à ausência de controle público sobre o tema corresponde uma escassez impressionante de informações sobre o grau das contaminações por agrotóxicos.
É a própria noção da eficiência da agricultura que deve ser colocada em questão diante destes dados. A continuidade do processo de abertura da fronteira agrícola e o emprego em escala tão impressionante dos agrotóxicos sinalizam custos que não fazem parte do preço dos produtos. É uma forma perversa de competitividade diante da qual os principais atores em torno do tema, a começar pelos técnicos capacitados e habilitados para tal, estejam eles na extensão oficial ou não, têm manifestado preocupante indiferença.
o cerne da questão dos agrotóxicos está o paradigma de que a praga é um inimigo que precisa ser destruído, eliminado. Na verdade, a praga é um indicador biológico. Se há praga é porque alguma coisa está errada. A agricultura biológica, com a sua proposta holística, leva em consideração aspectos fundamentais como a saúde do solo, a rotação de cultivos, consorciações, o que contribui para uma boa nutrição da plantas. Assim, ela fortalecida não favorece o crescimento das pragas.
A meta é continuarmos alertando sobre os danos, dando orientações gerais de segurança. Como prevenir acidentes, a vestimenta e equipamentos de segurança adequados, o que fazer em caso de intoxicação, os efeitos tóxicos, etc.
“As contaminações por agrotóxicos são muito freqüentes e provocam, no mais das vezes, seqüelas no ser humano. Têm sido observados e relatados casos agudos de intoxicação, com lesões das mais diversas, distúrbios hormonais, danos ao aparelho reprodutor e mortes na lavoura”.
Julio Cesar Rech Anhaia – Engº Agrº
Janeiro de 2010 - Alegrete/RS
O CONTRASTE DAS SOARES
Por JUAREZ MACHADO DE FARIAS
A página nº 05 do espaço “Curtas do Leitor” da edição do Diário Popular de 15 de janeiro de 2010 estampa o contraste de pensamentos entre Michele Soares e Patrícia Soares nos textos de suas autorias, intitulados, respectivamente, pela editoria de “Animais I” e “Animais II.
Enquanto a primeira mensageira relata sua vergonha quanto à falta de políticas públicas de atendimento aos animais abandonados, quando fala que buscou o Centro de Zoonoses de Pelotas para atendimento a uma “cadela abandonada e doente” que surgiu na frente da sua casa, a segunda mensageira demonstra indignação porque “não tem um dia que não encontre uma defensora de animais no jornal” e diz que “a cidade tem coisas mais importantes pra resolver do que se preocupar com vira-latas”, aduzindo que há hipocrisia da parte das pessoas que não ajudam as crianças famintas e, no entanto, “preferem ajudar um bicho”. Acrescenta, por fim, que não é religiosa mas, se fosse, “Deus estaria envergonhado”.
Concordo com a Patrícia Soares apenas neste aspecto: Deus pode estar envergonhado, sim, em ver que toda a sua criação, biblicamente descrita em seis dias de trabalho criativo, ficou sob o poder dos animais humanos que, arrogantemente, se autoconcederam o título de “Homo sapiens” e, com base, nesse racionalismo, desconsideram os outros elementos da natureza, dentre eles, os cães e gatos que pululam no desalento das urbes, além de serem, sim, os ditos HUMANOS os únicos viventes que degradam a perfeita obra divina.
Deus pode estar envergonhado, sim, pelas suas criaturas racionais e bípedes que praticam desumanidades contra os outros seres que também como elas sofrem sede, fome, solidão e que podem ser cavalos, cães, gatos, bois, ovelhas e todos os demais que se incluem no rico e variado elenco simbolicamente preservado na arca de Noé, por ocasião do grande dilúvio.
Quem não é religioso, pode entender os seis dias da criação bíblica como uma alegoria das seis eras geológicas, e, de uma forma ou de outra, poderá questionar por que os animais humanos devem se sobrepor aos demais animais ditos “irracionais”, se todos habitam o mesmo espaço terrestre numa relação de interdependência que, se não havida, desencadeia os chamados “desequilíbrios ecológicos”.
Quem não é religioso mas se enxerga como habitante consciente do espaço urbano ou rural onde está inserido não é obrigado a amar cães e gatos abandonados mas deve entender que é questão de saúde pública se evitar zoonoses por meio de ações éticas e profissionais como esterilização realizada por médicos veterinários.
Quando seu coração evoluir, aprenderá, também, que os animais não humanos são, sim, nossos irmãos. Nesse dia, uma parte de sua alma acordará de um longo sono e, certamente, essa pessoa passará a ser menos amarga, menos egoísta e menos rancorosa com o mundo que a cerca pois aprenderá lições de desprendimento material com quem não precisa de sapatos e de roupas para viver a plenitude dos sentidos, nem de palavras para expressar sua felicidade.
Parabéns, Michele Soares, pela sensibilidade em respeitar os demais seres deste planeta Terra, os quais jamais praticam a hipocrisia e a perfídia próprias dos seres humanos. Continue a proteger os animais abandonados e pergunte aos incomodados o que fazem pelas “pobres crianças” pois conheço muitas pessoas generosas que adotam bebês humanos e não humanos, ou seja, um gesto de caridade não exclui o outro.
E já que se falou em Pelotas, é de bom alvitre se lembrar que o genial escritor João Simões Lopes Neto foi fundador e primeiro presidente da Sociedade Protetora dos Animais e não creio que tenha sido um hipócrita mas, ao contrário, um homem talentoso, lúcido e bom.
Por fim, deixo para reflexão um pensamento de Albert Schweitzer, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1952:
"Não me importa saber se um animal é capaz de pensar, sei que é capaz de sofrer e por isso o considero o meu próximo."
* Advogado, poeta, radialista, vereador e lider da bancada do P.S.B.(Partido Socialista Brasileiro) de Piratini.
A página nº 05 do espaço “Curtas do Leitor” da edição do Diário Popular de 15 de janeiro de 2010 estampa o contraste de pensamentos entre Michele Soares e Patrícia Soares nos textos de suas autorias, intitulados, respectivamente, pela editoria de “Animais I” e “Animais II.
Enquanto a primeira mensageira relata sua vergonha quanto à falta de políticas públicas de atendimento aos animais abandonados, quando fala que buscou o Centro de Zoonoses de Pelotas para atendimento a uma “cadela abandonada e doente” que surgiu na frente da sua casa, a segunda mensageira demonstra indignação porque “não tem um dia que não encontre uma defensora de animais no jornal” e diz que “a cidade tem coisas mais importantes pra resolver do que se preocupar com vira-latas”, aduzindo que há hipocrisia da parte das pessoas que não ajudam as crianças famintas e, no entanto, “preferem ajudar um bicho”. Acrescenta, por fim, que não é religiosa mas, se fosse, “Deus estaria envergonhado”.
Concordo com a Patrícia Soares apenas neste aspecto: Deus pode estar envergonhado, sim, em ver que toda a sua criação, biblicamente descrita em seis dias de trabalho criativo, ficou sob o poder dos animais humanos que, arrogantemente, se autoconcederam o título de “Homo sapiens” e, com base, nesse racionalismo, desconsideram os outros elementos da natureza, dentre eles, os cães e gatos que pululam no desalento das urbes, além de serem, sim, os ditos HUMANOS os únicos viventes que degradam a perfeita obra divina.
Deus pode estar envergonhado, sim, pelas suas criaturas racionais e bípedes que praticam desumanidades contra os outros seres que também como elas sofrem sede, fome, solidão e que podem ser cavalos, cães, gatos, bois, ovelhas e todos os demais que se incluem no rico e variado elenco simbolicamente preservado na arca de Noé, por ocasião do grande dilúvio.
Quem não é religioso, pode entender os seis dias da criação bíblica como uma alegoria das seis eras geológicas, e, de uma forma ou de outra, poderá questionar por que os animais humanos devem se sobrepor aos demais animais ditos “irracionais”, se todos habitam o mesmo espaço terrestre numa relação de interdependência que, se não havida, desencadeia os chamados “desequilíbrios ecológicos”.
Quem não é religioso mas se enxerga como habitante consciente do espaço urbano ou rural onde está inserido não é obrigado a amar cães e gatos abandonados mas deve entender que é questão de saúde pública se evitar zoonoses por meio de ações éticas e profissionais como esterilização realizada por médicos veterinários.
Quando seu coração evoluir, aprenderá, também, que os animais não humanos são, sim, nossos irmãos. Nesse dia, uma parte de sua alma acordará de um longo sono e, certamente, essa pessoa passará a ser menos amarga, menos egoísta e menos rancorosa com o mundo que a cerca pois aprenderá lições de desprendimento material com quem não precisa de sapatos e de roupas para viver a plenitude dos sentidos, nem de palavras para expressar sua felicidade.
Parabéns, Michele Soares, pela sensibilidade em respeitar os demais seres deste planeta Terra, os quais jamais praticam a hipocrisia e a perfídia próprias dos seres humanos. Continue a proteger os animais abandonados e pergunte aos incomodados o que fazem pelas “pobres crianças” pois conheço muitas pessoas generosas que adotam bebês humanos e não humanos, ou seja, um gesto de caridade não exclui o outro.
E já que se falou em Pelotas, é de bom alvitre se lembrar que o genial escritor João Simões Lopes Neto foi fundador e primeiro presidente da Sociedade Protetora dos Animais e não creio que tenha sido um hipócrita mas, ao contrário, um homem talentoso, lúcido e bom.
Por fim, deixo para reflexão um pensamento de Albert Schweitzer, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1952:
"Não me importa saber se um animal é capaz de pensar, sei que é capaz de sofrer e por isso o considero o meu próximo."
* Advogado, poeta, radialista, vereador e lider da bancada do P.S.B.(Partido Socialista Brasileiro) de Piratini.
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