quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Fauna Australiana
O coala (Phascolarctos Cinereus) é um mamífero marsupial da família Phascolarctidae. Ele é chamado de marsupial por carregar seus filhotes em uma bolsa ventral. Eles têm cabeça grande, focinho curto, nariz achatado e em forma de V, sendo que sua pelagem é lisa e sedosa.
É um animal herbívoro que se alimenta principalmente de folhas de eucaliptos. Existem centenas de espécies de eucalipto, porém o coala se alimenta somente de 20 dessas espécies.
O coala, como a maioria dos marsupiais, vive na Austrália. Eles vivem principalmente no litoral leste e no sul da Oceania.
Eles vivem em cima dos eucalipitos onde podem se alimentar fartamente. Um coala come meia quilo de folhas de eucalipto por dia, o que é muito para um animal tão pequeno e que descansa 14 horas por dia. As folhas de eucalipto são essênciais na dieta do coala, sendo que sua falta os leva a morte.
O período de reprodução dura cerca de 4 meses e, nessa época, o macho capacitado explora seu território em busca de fêmeas no cio. Quando encontra, o coala agrada a fêmea e ela o repele, a princípio, com violência.
Após a conquista da fêmea, ocorre o acasalamento, que dura poucos segundos e ocorre em posição vertical, nos galhos de eucalipito. Só há uma reprodução ao ano e a gestaçao dura 35 dias.
O filhote nasce pouco desenvolvido, com os ouvidos fechados, e com a boca, as narinas e as patas posteriores quase imperceptíveis.
O seu corpo é nú e com coloraçao rosa-claro, sendo possível ver os vasos sanguineos. Ao nascer pesa cerca de 0,5 g e tem menos de 20 mm. O filhote fica na bolsa ventral da fêmea até crescer o bastante para poder andar. Somente após meses a cria começa a sair da bolsa, ainda sem se afastar da mãe. Com 6 meses de idade ele já têm pêlos pelo corpo, alcançando o peso de 400g e 20cm de comprimento.
Mais dois meses e o filhote já passa boa parte de seu tempo fora da bolsa ventral, só enfiando a cabeça na mesma para mamar. O desmame completo se dá por volta de 1 ano.
Dentre os poucos predadores desse marsupial está o cão selvagem, que geralmente só ataca os coalas que não podem mais se defender (velhos e doentes). Por tradição, os aborígines australianos (povo nativo da região) caçam os coalas para o consumo. Devido aos hábitos sedentários e a consequente lentidão, o coala prefere se esconder à fugir em caso de perigo.
Os coalas já estiveram várias vezes na lista de animais que correm risco de extinção, fato causado não só pela caça, mas também pelos incêndios espontâneos, que ocorrem como consequência de constantes secas.
Atualmente, os coalas são protegidos por lei, sendo que existem áreas consideradas santuários, onde essa espécie pode viver longe das ameaças.
Os coalas podem viver até os 25 anos.
Fonte:http://www.infoescola.com/mamiferos/coala/
domingo, 6 de dezembro de 2009
Os meio honestos
Por MARTHA MEDEIROS
Tenho lido as mais diversas opiniões a respeito de como deve jogar o Grêmio no próximo domingo contra o Flamengo: há os defensores de o time entregar o jogo para não permitir que o Inter seja campeão, e há os que defendem a dignidade acima de tudo: tem que jogar pra valer e seja o que Deus quiser (tudo indica que Deus vai querer ver o Rio de Janeiro em festa, mesmo que o Grêmio dê tudo de si...).
Na lista das minhas preocupações cotidianas, o futebol nem entra. Ele está, no máximo, na lista das minhas diversões, e não chega a ocupar os 20 primeiros lugares. Ocupou, na minha adolescência. Hoje, é uma alegria pontual, que acontece apenas em finais de campeonato e em jogos de Copa do Mundo, quando o Inter e a Seleção Brasileira estão em campo. Sou colorada, é sabido. E brasileira.
Como colorada, obviamente que eu adoraria que o Grêmio goleasse o Flamengo dentro do Maracanã, e se vencer com jogadores pouco experientes, tanto melhor: seria a chance de despontarem novos ídolos. Mas essa sou eu, uma reles mulherzinha cujas paixões insanas estão reservadas para outros setores da vida, jamais para o futebol, e que nunca se importou de o Grêmio vencer campeonatos, desde que o Inter já estivesse fora do páreo. Desculpe a inocência.
Pelo que me foi dito por quem tem melhor memória do que eu, os colorados também já fizeram das suas para prejudicar o Grêmio. Se é verdade que o Inter algum dia jogou propositadamente mal, então também não honrou os próprios calções.
Rivalidade tem limite. Pode ser algo divertido e infantil, no que a infantilidade tem de melhor, que é o nosso resgate dos tempos do colégio, das gincanas, das turmas de rua. Natural que, mesmo crescidos, o espírito de disputa permaneça, que se diga “bem feito” quando o lado de lá perde, que se toquem flautas, que se soltem foguetes quando nosso adversário leva um gol. Coisa de piá.
O limite da rivalidade é extrapolado quando deixamos de ser gremistas ou colorados para virar um tipo de torcedor mais agressivo: aquele que é, antes de tudo, antigremista ou anticolorado, e que torce mesmo é pela humilhação do oponente em qualquer circunstância. É o lado perverso da infantilidade: são homens e mulheres que não conseguiram transpor os ritos de passagem, não suportam se sentir inferiores e confundem o futebol com uma espécie de religião. Aí deixam de pensar.
Se você fosse mãe ou pai de um jogador de futebol que entrasse em campo pressionado a perder, que conselho daria a seu filho?
a) “Faça o que seu patrão mandar. Emprego não anda fácil.”
b) “Se você é macho, jogue mal e ferre seu inimigo. Honra é pra boiola.”
c) “Quem tem escrúpulo, tem todos os dias. Não é desonesto no domingo e depois compensa sendo honesto na segunda-feira.”
Tomara que estejamos de acordo sobre escrúpulos, não só pro bem do futebol, mas pro bem do país, que está precisando.
Fonte: Jornal Zero Hora - dia 02 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O aproveitamento do lixo
Recentemente, o prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, gerou polêmica ao responsabilizar parte da população pela sujeira da cidade. Afirmou que o dinheiro extra despendido somente para cobrir os excessos cometidos pelos cidadãos serviria para ser usado em creches, iluminação pública, sinalização de trânsito, infraestrutura para as escolas, entre outros serviços públicos municipais.
O que se pode dizer é que essa realidade constatada naquele município não é muito diferente da observada em outras grandes cidades do Brasil. Como exemplo, podemos citar Porto Alegre, em que é comum se presenciar casos de pessoas descartando materiais, os mais diversos, nas ruas da Capital. A consequência disso, além dos problemas de higiene pública, é o agravamento do volume das águas nas ruas quando ocorrem precipitações mais intensas, gerando alagamentos e causando uma série de prejuízos a todos.
Por isso, o desafio é transformar o limão do lixo em limonada que gera emprego e renda. A formação de cooperativas de catadores e o mercado que se abre para empresas particulares pode ajudar a transformar esse estado de coisas. O Brasil produz atualmente 82 mil toneladas de resíduos sólidos de lixo por dia e apenas pequena parte desse montante recebe tratamento adequado. Quando se tiverem traçado políticas públicas eficientes e estruturado unidades de reciclagem por todo o país, o que por ora constitui uma preocupação, poderá vir a ser a solução de uma série de impasses hoje vivenciados na questão ambiental.
Na busca de alternativas, realizou-se, no Rio de Janeiro, o Fórum de Desenvolvimento do Rio. Na pauta, ações de destinação dos resíduos sólidos nos níveis estadual e municipal. Foram debatidas alternativas como a transformação do lixo em energia e em fertilizante. Tratou-se também o uso da tecnologia para o desenvolvimento de unidades de processamento de resíduos sólidos a fim de gerar energia elétrica ou térmica, com técnicas ainda não conhecidas no país.
Num mundo de coisas obsoletas e dispensáveis em pouco tempo, a exemplo de pilhas, celulares e computadores, a tendência é de que haja permanente descarte de materiais. O grande embate deve ser na forma de evitar que esse material prejudique o meio ambiente e possa ser reaproveitado com benefícios para a sociedade.
Fonte: Jornal Correio do Povo -Opinião, TERÇA-FEIRA, 1 DE DEZEMBRO DE 2009
O que se pode dizer é que essa realidade constatada naquele município não é muito diferente da observada em outras grandes cidades do Brasil. Como exemplo, podemos citar Porto Alegre, em que é comum se presenciar casos de pessoas descartando materiais, os mais diversos, nas ruas da Capital. A consequência disso, além dos problemas de higiene pública, é o agravamento do volume das águas nas ruas quando ocorrem precipitações mais intensas, gerando alagamentos e causando uma série de prejuízos a todos.
Por isso, o desafio é transformar o limão do lixo em limonada que gera emprego e renda. A formação de cooperativas de catadores e o mercado que se abre para empresas particulares pode ajudar a transformar esse estado de coisas. O Brasil produz atualmente 82 mil toneladas de resíduos sólidos de lixo por dia e apenas pequena parte desse montante recebe tratamento adequado. Quando se tiverem traçado políticas públicas eficientes e estruturado unidades de reciclagem por todo o país, o que por ora constitui uma preocupação, poderá vir a ser a solução de uma série de impasses hoje vivenciados na questão ambiental.
Na busca de alternativas, realizou-se, no Rio de Janeiro, o Fórum de Desenvolvimento do Rio. Na pauta, ações de destinação dos resíduos sólidos nos níveis estadual e municipal. Foram debatidas alternativas como a transformação do lixo em energia e em fertilizante. Tratou-se também o uso da tecnologia para o desenvolvimento de unidades de processamento de resíduos sólidos a fim de gerar energia elétrica ou térmica, com técnicas ainda não conhecidas no país.
Num mundo de coisas obsoletas e dispensáveis em pouco tempo, a exemplo de pilhas, celulares e computadores, a tendência é de que haja permanente descarte de materiais. O grande embate deve ser na forma de evitar que esse material prejudique o meio ambiente e possa ser reaproveitado com benefícios para a sociedade.
Fonte: Jornal Correio do Povo -Opinião, TERÇA-FEIRA, 1 DE DEZEMBRO DE 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Gatos
A Diná, uma SRD (sem raça definida) de 4 anos, adora ser escovada, dormir no colo e brincar muito. "Ela pensa que é uma gata de madame. Quer ser paparicada o dia todo", dia sua dona, a analista de sistemas Alice Shimada Bacic, 35, que mora em São Paulo.
Juninho nasceu no dia 24 de março de 2006. Seu dono, José Donizete de Oliveira, criou até uma comunidade no Orkut para homenagear Juninho e outros felinos ("BBC - Big Brother Cats") .
Luna é da raça exotic shorhair. Tem 5 anos. "A coisa mais curiosa de seu comportamente é o fato de gostar de beber água molhando a patinha no prato e lembendo e já aproveita para lavar o focinho. Quando acaba vai beber água (limpa) pra valer no outro pratinho", diz sua dona, a professora Laura Cristina Vieira, 44, que mora em Maceió (AL)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Calotas polares leste e oeste da Antártida derretem, mostra pesquisa
da France Presse, em Paris
As calotas polares retêm enormes quantidades de água em forma de gelo. O degelo total da calota da Groenlândia (próxima ao polo Norte) provocaria uma elevação do nível dos mares de quase sete metros, e o desaparecimento da calota antártica (polo Sul) uma alta superior a 70 metros.
"Nossos resultados mostram que a calota polar do oeste do continente antártico perde gelo a um ritmo acelerado desde 2005 ou 2006, enquanto o leste do continente deu sinais do mesmo tipo durante o período", afirma o estudo.
"Estas mudanças são atribuídas a uma aceleração da perda de gelo nas regiões costeiras do leste do continente antrtico", destacam os autores.
Antes de chegar a este resultado, que implica uma alta mais intensa do que o previso do nível dos mares em um futuro próximo, os cientistas colaboradores de Jianli Chen, da Universidade do Texas, em Austin (EUA), examinaram sete anos de dados transmitidos pelos dois satélites Grace entre abril de 2002 e abril de 2009.
Para o oeste da Antártida, a perda anual está avaliada em 132 gigatoneladas anuais, com uma incerteza de 26 gigatoneladas; para a parte oriental do continente, a perda é de menos de 57 gigatoneladas anuais, com uma incerteza de 52 gigatoneladas.
Até agora, a parte oriental da calota polar era considerada em equilíbrio, com uma leve alta.
"A Antártida em breve pode contribuir de maneira significativa para a alta do nível dos mares", concluem os autores do estudo.
A calota polar da parte oriental do continente antártico está afundando, assim como a parte ocidental, segundo um estudo publicado pela revista "Nature Geoscience".
As calotas polares retêm enormes quantidades de água em forma de gelo. O degelo total da calota da Groenlândia (próxima ao polo Norte) provocaria uma elevação do nível dos mares de quase sete metros, e o desaparecimento da calota antártica (polo Sul) uma alta superior a 70 metros.
"Nossos resultados mostram que a calota polar do oeste do continente antártico perde gelo a um ritmo acelerado desde 2005 ou 2006, enquanto o leste do continente deu sinais do mesmo tipo durante o período", afirma o estudo.
"Estas mudanças são atribuídas a uma aceleração da perda de gelo nas regiões costeiras do leste do continente antrtico", destacam os autores.
Antes de chegar a este resultado, que implica uma alta mais intensa do que o previso do nível dos mares em um futuro próximo, os cientistas colaboradores de Jianli Chen, da Universidade do Texas, em Austin (EUA), examinaram sete anos de dados transmitidos pelos dois satélites Grace entre abril de 2002 e abril de 2009.
Para o oeste da Antártida, a perda anual está avaliada em 132 gigatoneladas anuais, com uma incerteza de 26 gigatoneladas; para a parte oriental do continente, a perda é de menos de 57 gigatoneladas anuais, com uma incerteza de 52 gigatoneladas.
Até agora, a parte oriental da calota polar era considerada em equilíbrio, com uma leve alta.
"A Antártida em breve pode contribuir de maneira significativa para a alta do nível dos mares", concluem os autores do estudo.
A calota polar da parte oriental do continente antártico está afundando, assim como a parte ocidental, segundo um estudo publicado pela revista "Nature Geoscience".
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Estado alerta para riscos à saúde
Foto: Rodrigo Netto - Especial DPAs recentes chuvas causaram sérios transtornos à população gaúcha. Para evitar doenças como diarreia, febre tifóide, hepatite e leptospirose, as pessoas que moram nos locais atingidos devem redobrar seus cuidados em relação ao consumo de água, manuseio de alimentos, asseio e higiene.
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde, recomenda as seguintes medidas:
- Evitar o contato direto com a água e a lama contaminadas pelas cheias;
- Controlar o contato das crianças com as águas;
- Manter os alimentos em locais protegidos e secos;
- Ferver ou filtrar a água antes de beber, mesmo se ela for procedente da rede pública de abastecimento;
- Se possível, adicionar hipoclorito à água, para garantir sua potabilidade. O hipoclorito é fornecido pelos municípios;
- Não tomar água que apresente cor, cheiro ou gosto estranhos;
- Quando as águas retomarem o seu nível normal, possibilitando o retorno da população às residências, é necessário limpar e desinfetar com água sanitária (na proporção de uma xícara para cada cinco litros de água) o piso, as paredes e objetos e roupas atingidas, usando luvas e botas de borracha;
Depois, deve-se enxaguar com água limpa
É preciso cuidado também com os insetos e animais peçonhentos que podem ter buscado refúgio na residência durante a cheia: deve-se verificar as casas antes de retornar definitivamente;
Se houve mortes de animais como cães, gatos, aves, porcos e reses, é preciso enterrá-los em covas profundas.
Fonte: Jornal Diário Popular, sexta – feira 20 de novembro de 2009.
Fenômenos do clima
Ciência
Ciclones, furacões, tornados...
Por: Juliana Rocha

Pois todos estes nomes se referem a fenômenos do clima. Espere aí, você sabe o que é clima? Clima e tempo são ideias usadas em meteorologia, que é a ciência que estuda as mudanças na atmosfera e interpreta os dados relativos às chuvas, ventos, temperatura e umidade de ar.
A presença do clima em nossas vidas pode ser facilmente percebida pelo ciclo das estações. É a posição da Terra no sistema solar que determina se é verão, primavera, outono ou inverno. Mas ainda que seja verão no Brasil, por exemplo, nem todas as cidades do país experimentarão as mesmas temperaturas: as condições locais, como a presença de lagos, rios, mares, montanhas e o tipo de vegetação, também influenciam no comportamento médio da atmosfera.
Embora o clima tenha sempre variado de modo natural, as mudanças registradas nos últimos 150 anos têm preocupado cientistas. O aumento das emissões de gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O) na atmosfera dificultam o processo de resfriamento do planeta Terra, gerando o chamado efeito estufa e criando novos padrões de vento, temperatura, chuva e circulação dos oceanos.
Mas isto já é outro papo, não é?! Voltemos aos fenômenos do clima. Cada um dos fenômenos mencionados lá no começo do texto tem características próprias e acontece mais facilmente em diferentes lugares do planeta. Os tornados, por exemplo, são comuns nas Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos. Já os furacões acontecem em todo o Oceano Atlântico e no leste e no centro do Oceano Pacífico.

Tornado Oklahoma 22 MAIO 1981. NOAA Photo Library.
Por: Juliana Rocha
Os tornados são o pior tipo de tempestade conhecido pelo homem. Eles acontecem quando uma coluna de ar que gira muito rápido se liga, ao mesmo tempo, a uma nuvem de chuva e ao solo. Os ventos que formam esta coluna podem soprar a mais de 500 km/h! Com ventos tão fortes assim, você já deve ter percebido que não é uma boa ideia ficar na rota de um tornado!
Os meteorologistas dizem que tanto os tornados como os furacões são vórtices atmosféricos. Nome estranho, não é? Só que um vórtice atmosférico não é nada mais que um forte redemoinho de ar! Mas mesmo que estes dois fenômenos do clima sejam fortes redemoinhos de ar, tornados e furacões têm pouca coisa em comum.
O tamanho de um tornado fica em torno dos cem metros. Já um furacão pode medir mais de cem quilômetros. Enquanto os tornados se formam a partir de uma única nuvem de chuva, os furacões são feitos de dúzias delas.
Mesmo sendo possíveis em qualquer parte do planeta, tornados são mais comuns nas Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos, durante os meses de primavera e verão. Maio de 2003, por exemplo, foi um mês recorde em número de tornados: foram registrados, ao todo, 546 tornados em território norte-americano.
Como se forma um tornado?
Os meteorologistas ainda não entendem completamente como um tornado nasce. Os tornados mais destrutivos da história surgiram a partir de supercélulas, um tipo de tempestade de trovões que se move em círculos.
Quando tornados passam sobre uma vegetação ou sobre uma construção, arrancam pedaços que passam a carregar junto deles. O acúmulo de poeira, névoa e destroços é o que dá uma cor escura à coluna de ar que forma o fenômeno.
Já assistiu ao filme Twister? Lembra da cena em que uma vaca voa por cima de uma caminhonete graças à força dos ventos? Pois é, existem muitas histórias estranhas envolvendo tornados...
Embora possam se estender por até uma hora, a maioria dos tornados não vai além dos dez minutos de duração. Assim, apesar da grande velocidade de seus ventos, o raio de destruição de um tornado é bem menor que o de um furacão.
Classificação de um tornado
Um tornado F0 tem ventos de até 117 km/h e é capaz de arrancar pequenas árvores, danificar chaminés e placas. Um tornado F1 tem ventos que variam de 118 km/h a 179 km/h, sendo capaz de causar danos a telhados e lançar carros para fora das estradas.
Os tornados são ainda identificados pelo local e data em que ocorreram. Assim, Miami Lakes FL 29 OUT 2003, por exemplo, é o nome de um tornado que atingiu a cidade de Miami, no estado norte-americano da Flórida, em 29 de outubro de 2003. Missouri Valley/Corn Belt 24 MAI 2004 é um outro exemplo: este tornado atingiu uma região dos Estados Unidos conhecida como “Cinturão do Milho” (Corn Belt), que reúne os estados de Missouri, Nebraska, Kansas e Iowa, em 24 de maio de 2004.
Estágios de uma tempestade. Da direita para a esquerda: distúrbio tropical, depressão tropical, tempestade tropical e furacão. AOML/NOAA.
Ciclones tropicais, ciclones extratropicais e ciclones subtropicais são alguns desses nomes. Os meteorologistas chamam de ciclones tropicais os sistemas de ar de baixa pressão que se formam sobre os mares dos trópicos. Como é que é? É o seguinte: um sistema de ar é apenas uma grande quantidade de ar que se move de forma organizada.
Quando os ventos de um ciclone tropical não superam os 60 km/h, ele é chamado de depressão tropical. Quando os ventos giram entre 61 km/h e 116 km/h, tem-se uma tempestade tropical.
Os ciclones extratropicais também são sistemas de ar de baixa pressão, só que, ao contrário dos ciclones tropicais, retiram sua energia das diferenças de temperatura entre as várias camadas da atmosfera. Além disso, os ciclones extratropicais têm seus ventos mais fortes próximos à tropopausa, camada da atmosfera a mais ou menos 12 km da superfície.
Os ciclones subtropicais têm características tanto dos ciclones tropicais como dos extratropicais: retiram energia do ar quente e úmido sobre os mares e são comuns perto da latitude 50º N, área de variação moderada de temperatura.
Mas chega de falar em tempo ruim! Existe um outro fenômeno do clima que é geralmente associado a céu limpo e temperaturas amenas. Os meteorologistas o chamam de anticiclone. Os anticiclones são áreas de alta pressão atmosférica, ou seja, áreas onde o ar faz muita força sobre a superfície da Terra. Estas áreas expulsam ventos, dificultando o processo necessário para a formação de nuvens e chuvas.

Furacão Anita, 1977. NOAA Photo Library
O que são furacões?
Por: Juliana Rocha
Ciclones, furacões, tornados...
Por: Juliana Rocha

Você sabe o que são ciclones, furacões, tufões? Sabe o que são tornados, tempestades tropicais, depressões tropicais? Sabe quais as diferenças entre um furacão e um tornado? E entre uma tempestade tropical e uma depressão tropical?
Pois todos estes nomes se referem a fenômenos do clima. Espere aí, você sabe o que é clima? Clima e tempo são ideias usadas em meteorologia, que é a ciência que estuda as mudanças na atmosfera e interpreta os dados relativos às chuvas, ventos, temperatura e umidade de ar.
Quando os meteorologistas falam em tempo, estão considerando as mudanças que acontecem num período curto, como um dia ou uma semana. Já quando falam de clima, estão se referindo à média das mudanças num período longo, como meses ou anos.
A presença do clima em nossas vidas pode ser facilmente percebida pelo ciclo das estações. É a posição da Terra no sistema solar que determina se é verão, primavera, outono ou inverno. Mas ainda que seja verão no Brasil, por exemplo, nem todas as cidades do país experimentarão as mesmas temperaturas: as condições locais, como a presença de lagos, rios, mares, montanhas e o tipo de vegetação, também influenciam no comportamento médio da atmosfera.
Embora o clima tenha sempre variado de modo natural, as mudanças registradas nos últimos 150 anos têm preocupado cientistas. O aumento das emissões de gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O) na atmosfera dificultam o processo de resfriamento do planeta Terra, gerando o chamado efeito estufa e criando novos padrões de vento, temperatura, chuva e circulação dos oceanos.
Algumas das consequências previstas do aquecimento global são o aumento do nível do mar, chuvas mais fortes e frequentes, erosão do solo e extinção de espécies animais e vegetais.
Mas isto já é outro papo, não é?! Voltemos aos fenômenos do clima. Cada um dos fenômenos mencionados lá no começo do texto tem características próprias e acontece mais facilmente em diferentes lugares do planeta. Os tornados, por exemplo, são comuns nas Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos. Já os furacões acontecem em todo o Oceano Atlântico e no leste e no centro do Oceano Pacífico.

Tornado Oklahoma 22 MAIO 1981. NOAA Photo Library.
O que são tornados?
Por: Juliana Rocha
Os tornados são o pior tipo de tempestade conhecido pelo homem. Eles acontecem quando uma coluna de ar que gira muito rápido se liga, ao mesmo tempo, a uma nuvem de chuva e ao solo. Os ventos que formam esta coluna podem soprar a mais de 500 km/h! Com ventos tão fortes assim, você já deve ter percebido que não é uma boa ideia ficar na rota de um tornado!
Os meteorologistas dizem que tanto os tornados como os furacões são vórtices atmosféricos. Nome estranho, não é? Só que um vórtice atmosférico não é nada mais que um forte redemoinho de ar! Mas mesmo que estes dois fenômenos do clima sejam fortes redemoinhos de ar, tornados e furacões têm pouca coisa em comum.
O tamanho de um tornado fica em torno dos cem metros. Já um furacão pode medir mais de cem quilômetros. Enquanto os tornados se formam a partir de uma única nuvem de chuva, os furacões são feitos de dúzias delas.
Tornados também podem ter vários vórtices, ao contrário dos furacões, que só têm um. Além disso, tornados acontecem principalmente sobre a terra, ao passo que furacões só nascem sobre mares quentes – quando alcançam a terra, furacões perdem força, pois não encontram umidade, seu principal combustível.
Apesar destas diferenças, furacões podem gerar tornados: isso costuma acontecer quando um furacão toca o solo em dia com tempo muito ruim.
Mesmo sendo possíveis em qualquer parte do planeta, tornados são mais comuns nas Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos, durante os meses de primavera e verão. Maio de 2003, por exemplo, foi um mês recorde em número de tornados: foram registrados, ao todo, 546 tornados em território norte-americano.
Como se forma um tornado?
Os meteorologistas ainda não entendem completamente como um tornado nasce. Os tornados mais destrutivos da história surgiram a partir de supercélulas, um tipo de tempestade de trovões que se move em círculos.
Acredita-se que as causas de um tornado sejam explicadas principalmente por coisas que acontecem dentro e em volta da tempestade. As supercélulas costumam produzir ainda muitos relâmpagos, granizo e enchentes.
Quando tornados passam sobre uma vegetação ou sobre uma construção, arrancam pedaços que passam a carregar junto deles. O acúmulo de poeira, névoa e destroços é o que dá uma cor escura à coluna de ar que forma o fenômeno.
Já assistiu ao filme Twister? Lembra da cena em que uma vaca voa por cima de uma caminhonete graças à força dos ventos? Pois é, existem muitas histórias estranhas envolvendo tornados...
Embora possam se estender por até uma hora, a maioria dos tornados não vai além dos dez minutos de duração. Assim, apesar da grande velocidade de seus ventos, o raio de destruição de um tornado é bem menor que o de um furacão.
Classificação de um tornado
A força de um tornado é medida pela escala Fujita, que leva em conta os danos causados por ventos em estruturas e vegetações. Esta escala varia de zero a cinco. Cerca de 70% dos tornados registrados são considerados fracos, sendo classificados como tornados F0 ou F1 segundo a média de velocidade de seus ventos. Apenas 2% deles atingem o máximo de poder de destruição, sendo classificados como tornados F5, cujos ventos superam os 400 km/h! Assustador, não?!
Um tornado F0 tem ventos de até 117 km/h e é capaz de arrancar pequenas árvores, danificar chaminés e placas. Um tornado F1 tem ventos que variam de 118 km/h a 179 km/h, sendo capaz de causar danos a telhados e lançar carros para fora das estradas.
Os ventos de um tornado F2 ficam entre 180 km/h e 251 km/h, causando grandes danos a telhados, virando carros e vagões de carga e ainda lançando objetos leves a pequenas distâncias. Um tornado F3, que tem ventos entre 252 km/h e 330 km/h, pode arrancar árvores de grande porte, arrastar e arremessar carros.
Com ventos entre 331 km/h e 416 km/h, um tornado F4 é capaz de danificar gravemente fundações de casas. Um tornado F5 destrói por completo casas e prédios, lança a mais de 100 metros de altura objetos pesados como carros e grandes pedaços de concreto, graças à força dos ventos que variam entre 417 km/h e 508 km/h.
Os tornados são ainda identificados pelo local e data em que ocorreram. Assim, Miami Lakes FL 29 OUT 2003, por exemplo, é o nome de um tornado que atingiu a cidade de Miami, no estado norte-americano da Flórida, em 29 de outubro de 2003. Missouri Valley/Corn Belt 24 MAI 2004 é um outro exemplo: este tornado atingiu uma região dos Estados Unidos conhecida como “Cinturão do Milho” (Corn Belt), que reúne os estados de Missouri, Nebraska, Kansas e Iowa, em 24 de maio de 2004.
Estágios de uma tempestade. Da direita para a esquerda: distúrbio tropical, depressão tropical, tempestade tropical e furacão. AOML/NOAA.O que são ciclones e tempestades tropicais?
Por: Juliana Rocha
Por: Juliana Rocha
Sabe aquele dia com céu escuro, ventos fortes e muita chuva?
Independente da força do vento ou da quantidade de chuva, para nós este dia não passa de mais um dia com tempo ruim. Só que os meteorologistas percebem variações na gravidade do tempo e dão nomes diferentes para cada um dos estágios, ou seja, cada uma das fases do tempo ruim.
Ciclones tropicais, ciclones extratropicais e ciclones subtropicais são alguns desses nomes. Os meteorologistas chamam de ciclones tropicais os sistemas de ar de baixa pressão que se formam sobre os mares dos trópicos. Como é que é? É o seguinte: um sistema de ar é apenas uma grande quantidade de ar que se move de forma organizada.
Já baixa pressão se refere à força que esta quantidade de ar faz sobre a superfície da Terra, ou seja, ao seu peso. Quando dizemos que uma área é de baixa pressão atmosférica, queremos dizer que ali o ar faz menos força sobre a Terra (e sobre a gente) do que na região vizinha. Áreas de baixa pressão atraem ventos, que sopram para dentro dela tentando equilibrar a força que o ar faz sobre aquele trecho da superfície.
Quando os ventos de um ciclone tropical não superam os 60 km/h, ele é chamado de depressão tropical. Quando os ventos giram entre 61 km/h e 116 km/h, tem-se uma tempestade tropical.
Os ciclones tropicais passam a ser chamados de furacões ou tufões, quando seus ventos ultrapassam os 120 km/h. Os ciclones tropicais retiram sua energia do ar úmido e quente localizado acima dos mares tropicais e têm seus ventos mais fortes próximos à superfície.
Os ciclones extratropicais também são sistemas de ar de baixa pressão, só que, ao contrário dos ciclones tropicais, retiram sua energia das diferenças de temperatura entre as várias camadas da atmosfera. Além disso, os ciclones extratropicais têm seus ventos mais fortes próximos à tropopausa, camada da atmosfera a mais ou menos 12 km da superfície.
Os ciclones subtropicais têm características tanto dos ciclones tropicais como dos extratropicais: retiram energia do ar quente e úmido sobre os mares e são comuns perto da latitude 50º N, área de variação moderada de temperatura.
Os ciclones subtropicais podem ainda se transformar em furacões. Um exemplo disto aconteceu em novembro de 1994, com o Furacão Florence. Os ciclones subtropicais também são chamados de depressões subtropicais – quando seus ventos são menores que 60 km/h – e de tempestades subtropicais – quando seus ventos são iguais ou maiores que 60 km/h.
Mas chega de falar em tempo ruim! Existe um outro fenômeno do clima que é geralmente associado a céu limpo e temperaturas amenas. Os meteorologistas o chamam de anticiclone. Os anticiclones são áreas de alta pressão atmosférica, ou seja, áreas onde o ar faz muita força sobre a superfície da Terra. Estas áreas expulsam ventos, dificultando o processo necessário para a formação de nuvens e chuvas.

Furacão Anita, 1977. NOAA Photo Library
O que são furacões?
Por: Juliana Rocha
Furacão, tufão e ciclone são nomes regionais para fortes ciclones tropicais.
Os meteorologistas chamam de ciclones tropicais as grandes quantidades de ar com baixa pressão atmosférica que se movem de forma organizada sobre os mares da região equatorial da Terra.
Nem todos os ciclones tropicais se transformam em furacões; alguns desaparecem poucas horas depois de formados.
Para que um ciclone tropical passe a ser chamado de furacão, é preciso que seus ventos alcancem a velocidade de 120 km/h. Quando isto acontece, o ciclone assume a forma de uma rosca e é batizado pelos meteorologistas com nomes como Catarina, Andrews, Ophelia...
Você sabia que existem diferenças entre os furacões que se formam no hemisfério norte e os que se formam no hemisfério sul? Os ventos dos furacões que nascem no hemisfério norte sopram em sentido anti-horário, enquanto os ventos daqueles que nascem no hemisfério sul sopram em sentido horário.
Isto acontece por causa da rotação da Terra e do chamado efeito Coriolis, que entorta os ventos em direções opostas em cada um dos hemisférios.
Mas não pense que a rotação da Terra seja capaz, por exemplo, de afetar o escoamento da água em pias ou vasos sanitários.
Mas não pense que a rotação da Terra seja capaz, por exemplo, de afetar o escoamento da água em pias ou vasos sanitários.
Este movimento é muito lento para ser percebido assim! A direção que a água gira em pias e sanitários é determinada pelo formato desses objetos e pelo movimento inicial da água. Você pode conseguir fazer a água escoar tanto no sentido horário quando no sentido anti-horário, não importando em que hemisfério esteja. Não acredita? Então, experimente você mesmo! Como se forma um furacão?
Já notou como a água do mar fica mais quente ao final de um dia ensolarado? Isto acontece porque o mar concentra e conserva o calor recebido durante o dia inteiro. Especialmente durante os meses de verão, os mares tropicais recebem grande quantidade de calor e se aquecem.
Quando a superfície do mar supera os 26º Celsius, o processo natural de evaporação da água passa a acontecer mais rápido. Então, o ar que está logo acima da superfície absorve o vapor d’água resultante da evaporação, ficando mais quente e úmido. Quente, o ar começa a subir formando uma coluna com baixa pressão atmosférica em volta da qual começam a soprar ventos.
Conforme a coluna de ar quente e úmido sobe, o vapor d’água condensa, transformando-se em pequenas gotas. Após algumas horas, as gotas se juntam e formam nuvens e, após alguns dias de formação de nuvens, chuvas e trovões começam a acontecer.
Quando os ventos que giram em volta da coluna de ar quente atingem 120 km/h, a pressão atmosférica em uma pequena área dentro da coluna cai muito depressa: é o aparecimento do chamado olho do furacão. O olho é uma região de calmaria, onde os ventos são leves, não ultrapassando os 32 km/h.
Se você pudesse entrar em um furacão, primeiro sentiria ventos muito fortes soprando na sua direção, depois encontraria uma área mais quente e o sopro de uma brisa e, finalmente, chegaria em uma nova região com ventos violentos. Os ventos de um furacão podem atingir até 250 km/h!
Os furacões duram, em média, seis dias e viajam a uma velocidade que varia entre 19 km/h e 32 km/h. As tempestades completamente desenvolvidas se movem mais rápido que as tempestades jovens.
Os furacões trazem ainda ondas de até 12 metros de altura e uma variação de até 5,5 m na quantidade normal de chuvas da região atingida.
Fonte :www.invivo.fiocruz.br
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